Ptose Mamária

Ptose mamária é o nome técnico para a queda das mamas.

Pode ser consequência de fatores – peso das mamas nos casos de hipertrofia mamária, idade, alterações hormonais, qualidade da pele, pós-lactação etc.

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A cirurgia indicada nesses casos é a mastopexia (ou lifting mamário). A cirurgia pode envolver reposicionamento da aréola (mamilo), levantamento do tecido mamário e remoção do excesso de pele. Ela pode ser realizada com ou sem a inserção de implantes mamários (próteses de silicone). Os implantes mamários são indicados quando a paciente deseja aumentar o volume das mamas além de levantá-las.

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Quando é preciso trocar os implantes mamários?

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As próteses de silicone hoje em dia já estão suficientemente evoluídas e resistentes de modo a não exigir mais a troca a cada 10 anos, como ocorria antigamente. Só mesmo em caso de intercorrências específicas é preciso trocar os implantes. Principais fatores que exigem a troca dos implantes são:

1 – Contratura ou retração capsular:
Toda vez que colocamos um “corpo estranho” é introduzido no organismo (desde uma farpa no dedo até uma prótese de mama), o corpo reage formando uma cápsula ao redor desse objeto para isolá-lo do resto do organismo. Essa cápsula começa a ser formada entre 2 e 3 meses após a cirurgia e tem sua importância. Por motivos ainda não totalmente elucidados, o corpo pode enviar um “sinal” para esta cápsula em qualquer momento da vida da paciente, fazendo com que ela fique mais dura e espessa – isso é a contratura capsular. Na prática a paciente pode notar a prótese mais nítida ao palpar, um pouco mais dura, diferença de posição entre as mamas visível ao observar no espelho e eventualmente até dor. Isso é um processo lento, que evolui ao longo de semanas a meses. Existe uma classificação que determina a intensidade dessa contratura, a Classificação de Baker, que vai de 1 (normal) a 4 (alteração visível, palpável e com dor).
Hoje em dia, o número de retrações de cápsula diminuiu bastante, devido ao advento de inovações técnicas introduzidas na cirurgia plástica.

2 – Ruptura da prótese:
A ruptura dos implantes mamários é algo difícil de acontecer, pois implantes modernos são bastante resistentes. Principais causas são acidentes com forte traumatismo e/ou pressão no tórax, lesões por instrumentos perfurantes, contratura capsular grave, desgaste ou, mais raramente, excesso de compressão em mamografia. Os implantes de silicone, como os usados no Brasil, são compostos por gel altamente coesivo, que permanece na sua totalidade dentro da cápsula e ao redor do implante, como mostra o vídeo abaixo. Sendo assim, não representa risco iminente para o tecido mamário. Em muitos casos, a ruptura do implante é imperceptível. Alguns sintomas podem ser: diminuição do tamanho da mama, deformidade no contorno da mama, nódulos, assimetria ou dor.

3 – Rippling:
Traduzida ao pé da letra do inglês, a palavra significa “ondulações”. Neste quadro, observamos ondulações (ou certas vezes pequenas “dobras”) na pele da mama, visíveis ou apenas palpáveis. Alguns fatores podem contribuir para essa reação pós-cirúrgica: pacientes muito magras, mamas originalmente muito pequenas ou plano cirúrgico retroglandular (próteses implantadas abaixo das glândulas mamárias). Nesses casos, no processo de formação da cápsula ao redor da prótese, a cápsula pode aderir à pele, dando origem a esse “enrugamento”.

4 – Ptose (queda da mama): que pode ocorrer com a idade ou por consequência de aumento seguido de perda acentuada de peso (“efeito sanfona”).

5 – Desejo da paciente por outro tamanho ou formato de prótese.

Nesses casos, as cicatrizes já existentes são usadas para a retirada das próteses antigas e colocação das novas. Em certas complicações, é necessário dividir a reintervenção em 2 etapas – uma de retirada e outra de reintrodução de implantes. O período entre esses 2 procedimentos é individual, dependendo do quadro do paciente.

Na reintervenção, outra conduta cirúrgica será estudada e aplicada. Isto inclui outro tipo de implante, dando preferência aos texturizados, e o plano cirúrgico de inserção das próteses, que pode ser:

  1. Retroglandular (atrás das glândulas mamárias);
  2. Retromuscular (atrás do músculo peitoral maior);
  3. Subfascial (A fáscia, membrana que envolve o músculo, é descolada e o implante é colocado entre ela e o feixe muscular);
  4. Dual Plane (“Plano duplo” significa que a parte superior da prótese fica sob o músculo e a inferior, sobre ele).

planos prótese

No caso específico do rippling, em certas situações uma pequena lipoenxertia (enxerto de gordura extraída outra parte do corpo da paciente) pode ser o suficiente par corrigir as ondulações.

Plásticas de mamas – Mitos & Verdades

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  1. A prótese de mama deve ser trocada a cada 10 anos.
    MITO!

    Os implantes de silicone evoluíram muito e são hoje muito mais resistentes. Só mesmo em caso de intercorrências, estas sendo pouco frequentes, há necessidade de troca.
  2. A prótese de mama prejudica exames de rotina.
    MITO!

    Exames anuais como mamografia e ultrassom de mamas seguem podendo ser realizados sem problemas. Inclusive, exames de imagem, como a ultrassonografia (mas também ressonância magnética) podem ser utilizados não só para acompanhamento das glândulas mamárias e controle de câncer de mama mas também para ajudar a avaliar regularmente a integridade e o contorno dos implantes.
  3. Prótese de mama prejudica a amamentação.
    MITO!

    Próteses de mama são habitualmente inseridas “fora do tecido mamário”. Glândulas mamárias e dutos são preservados na cirurgia de inserção de prótese de mama. Sendo assim, a amamentação pós-implante mamário não sofre restrições.
    Só mesmo no caso de mamaplastia redutora, se as mamas forem muito grandes e tiverem que ser reduzidas acentuadamente, a lactação poderá ficar prejudicada.
  4. O resultado da cirurgia de mama é prejudicado se eu engravidar posteriormente.
    MITO!

    O resultado poderá ser preservado, desde que você faça um controle do aumento de peso durante a gestação junto ao seu ginecologista. Geralmente não há problema.
  5. Fico depois da cirurgia um tempo com limitação para mexer os braços.
    VERDADE!

    É importante seguir as orientações médicas e, até obter a alta, manter os braços sempre junto ao corpo, de preferência contidos com uma atadura de crepom ou similar, movimentando só os antebraços. Não erguer os braços e não fazer esforço com os mesmos é muito importante para a boa cicatrização. Quanto mais extensa e/ou complexa for a cirurgia, quanto mais extensa a cicatriz, mais longo será o período de restrição de movimentação no pós-operatório. Não respeitar essas diretrizes pode levar a uma deiscência (os pontos da cirurgia se abrirem). Isso não só exige nova sutura como prejudica a aparência final da cicatriz, que pode ficar mais larga / espessa.