Plásticas de mamas – Mitos & Verdades

InShot (23)

  1. A prótese de mama deve ser trocada a cada 10 anos.
    MITO!

    Os implantes de silicone evoluíram muito e são hoje muito mais resistentes. Só mesmo em caso de intercorrências, estas sendo pouco frequentes, há necessidade de troca.
  2. A prótese de mama prejudica exames de rotina.
    MITO!

    Exames anuais como mamografia e ultrassom de mamas seguem podendo ser realizados sem problemas. Inclusive, exames de imagem, como a ultrassonografia (mas também ressonância magnética) podem ser utilizados não só para acompanhamento das glândulas mamárias e controle de câncer de mama mas também para ajudar a avaliar regularmente a integridade e o contorno dos implantes.
  3. Prótese de mama prejudica a amamentação.
    MITO!

    Próteses de mama são habitualmente inseridas “fora do tecido mamário”. Glândulas mamárias e dutos são preservados na cirurgia de inserção de prótese de mama. Sendo assim, a amamentação pós-implante mamário não sofre restrições.
    Só mesmo no caso de mamaplastia redutora, se as mamas forem muito grandes e tiverem que ser reduzidas acentuadamente, a lactação poderá ficar prejudicada.
  4. O resultado da cirurgia de mama é prejudicado se eu engravidar posteriormente.
    MITO!

    O resultado poderá ser preservado, desde que você faça um controle do aumento de peso durante a gestação junto ao seu ginecologista. Geralmente não há problema.
  5. Fico depois da cirurgia um tempo com limitação para mexer os braços.
    VERDADE!

    É importante seguir as orientações médicas e, até obter a alta, manter os braços sempre junto ao corpo, de preferência contidos com uma atadura de crepom ou similar, movimentando só os antebraços. Não erguer os braços e não fazer esforço com os mesmos é muito importante para a boa cicatrização. Quanto mais extensa e/ou complexa for a cirurgia, quanto mais extensa a cicatriz, mais longo será o período de restrição de movimentação no pós-operatório. Não respeitar essas diretrizes pode levar a uma deiscência (os pontos da cirurgia se abrirem). Isso não só exige nova sutura como prejudica a aparência final da cicatriz, que pode ficar mais larga / espessa.

Lipoaspiração / Lipoescultura – Mitos & Verdades

InShot (18)

  1. É seguro realizar uma lipoaspiração no consultório.
    MITO!

    Consultórios não dispõem de recursos necessários para realizar esse tipo de cirurgia. Caso haja intercorrência, não haverá tempo hábil para transferência para um hospital.
    O local correto para a realização de cirurgias deste porte é sempre um hospital que disponha de infraestrutura de CTI.
  2. A hidrolipo, por ser feita com anestesia local, é menos arriscada.
    MITO!

    Mesmo nos casos de anestesia local, há riscos caso não se respeitem os limites corretos de anestésico injetado.
  3. Mesmo com muita ginástica não consigo perder os pneuzinhos.
    VERDADE!
    Os pneuzinhos, depósitos de gordura localizada subcutânea, não costumam responder muito bem à mobilização por meio de exercícios físicos. É claro que reduzimos bastante, mas certas regiões em particular como por exemplo os culotes e a famosa “pochete” ao redor do abdome, só saem com uma lipoaspiração.
    Mas, para se submeter a uma lipoaspiração ou lipoescultura, o ideal é queimar toda a gordura possível por meio de reeducação alimentar e atividade física, para, então, com peso ideal e estável, recorrer à lipo como forma de “acabamento”, moldando seus contornos corporais.
  4. A celulite some com a lipoaspiração.
    MITO!

    Células de gordura são extraídas numa lipoaspiração, mas elas não são o único problema que caracteriza o quadro de celulite. Após uma lipo, a celulite pode inclusive piorar, principalmente se estiver associada a uma flacidez de pele. Procedimentos estéticos adicionais serão necessários para tratar os problemas relacionados à celulite como um todo (deficiências de metabolismo do tecido local, flacidez), avaliando caso a caso.
  5. Depois da lipoaspiração, o volume na região aspirada não volta mais.
    EM PARTE!

    As células adiposas (de gordura) não se formam novamente, mas as células adiposas que permanecem podem acumular mais ou menos gordura dependendo dos seus hábitos após a cirurgia. Áreas extremamente resistentes à mobilização por meio de exercícios físicos (como culote e “barriguinha”) não voltarão ao que eram antes da lipoaspiração. Mas, se não adotar hábitos saudáveis de alimentação e atividade física, você poderá sim voltar a ganhar peso como um todo.
  6. A gordura enxertada (tipicamente numa lipoenxertia de glúteos) é em parte reabsorvida.
    VERDADE!

    O organismo pode reabsorver até 40% da gordura enxertada. Mas tudo depende de área onde a técnica for aplicada e da conduta pós-cirúrgica. Para se alcançar o resultado desejado, pode ser necessária uma segunda intervenção.

Cirurgia plástica – Mitos & Verdades

InShot (17)

  1. O inverno é a melhor época para realizar uma cirurgia plástica.
    MITO!

    A cirurgia plástica pode ser realizada em qualquer época. A recuperação e a cicatrização não são prejudicadas pela estação do ano. O que pode ser um pouco mais desconfortável no verão é o uso da cinta modeladora no caso de cirurgias exijam. Porém, mais importante que a estação do ano, é você buscar realizar a cirurgia numa época em que esteja mais tranquilo(a), tenha apoio de pessoas próximas e possa se ausentar das suas atividades diárias.
  2. A plástica vai me deixar feliz.
    MITO!

    A plástica vai sim corrigir ou melhorar alguma característica que lhe incomode. Mas nunca pode ser vista isoladamente ou como a solução para todos os problemas de alguém. Pois a felicidade é algo muito mais complexo, que dependerá de vários fatores, passando por diversos âmbitos.
    Faz parte da consulta de avaliação abordar e administrar as expectativas do(a) paciente, esclarecendo o que é acalcável, o que é indicado ou contraindicado, onde estão as limitações da Medicina, se e até que ponto é possível conciliar expectativas e condutas médicas recomendadas.
  3. Mulheres que acabaram de ter filhos não devem fazer plástica.
    VERDADE!
    É importante que a paciente aguarde encerrar o período de amamentação. Ideal é contarmos 3 meses após a interrupção da amamentação. Ou seja, se você amamentar o período mínimo recomendado de 6 meses, serão no total 9 meses após o parto (6 meses de amamentação + 3 meses de segurança).
  4. O fumo aumenta o risco de necroses.
    VERDADE!

    O fumo prejudica a circulação e a cicatrização.
    No ato cirúrgico, alguns vasos sempre são lesados e os restantes devem estar em perfeitas condições para garantir a boa vascularização da pele. Como a nicotina diminui o calibre dos vasos sanguíneos, fumantes estão sujeitos a um maior risco de necrose (morte de tecido).
    Por isso, orientamos nossos pacientes fumantes a evitarem o fumo 1 mês antes e ao menos 1 mês depois da cirurgia.