Diástase Abdominal

Post 26-05-16

A diástase do músculo reto abdominal é uma manifestação clínica visível no meio da barriga, com abertura ou abaulamento da região, principalmente durante esforços, por conta de um afastamento entre as porções direita e esquerda do músculo.

Acomete mais comumente mulheres que passaram por diversas gestações. A falta de condicionamento da musculatura em mulheres sedentárias, quando unida a hormônios da gestação que causam o relaxamento muscular, um bebê grande e excesso de líquido amniótico, aumenta a predisposição para se desenvolver o quadro.

Mas a diástase também pode ocorrer em caso de obesidade, desnutrição ou aumento da pressão intra-abdominal (por ex. no caso de um tumor).

A separação do músculo reto abdominal pode comprometer a estabilidade corporal, comprometendo a postura e causando dores lombares, que vão muito além dos problemas estéticos.

Ela é diagnosticada por meio de exame físico, ultrassom e tomografia – exames que comprovam e medem local e extensão da diástase.

É possível reduzir as chances de diástase, mantendo um intervalo entre as gestações de pelo menos 2 anos e realizando exercícios físicos para fortalecer a musculatura da região.

Nos casos de pequenos afastamentos, muitas vezes é possível reverter a situação com exercícios físicos. Mas ATENÇÃO! Exercícios mal executados podem causar uma piora do quadro. Por isso é fundamental buscar um bom profissional para orientar e acompanhar você.

Em caso de diástases maiores, pode ser indicado o tratamento cirúrgico, com pontos para unir a musculatura afastada, normalmente incluído no plano cirúrgico de uma abdominoplastia ou miniabdominoplastia.

Confira também maiores informações sobre a abdominoplastia:

Como se preparar para uma abdominoplastia?

InShot (4)

Restrições do pós-cirúrgico de uma abdominoplastia

  1. Dieta leve e ingestão abundante de líquido.
  2. Evitar esforços por no mínimo 14 dias, mas andar dentro das limitações e orientações passadas pelo médico. Isso reduz o risco de trombose.
  3. Evitar sol, vento ou friagem por 4 semanas, até alta médica.
  4. Não fumar.
  5. Dormir por pelo menos 7 dias de abdome para cima, com os joelhos dobrados, com 2 a 3 travesseiros embaixo dos mesmos.
  6. Você usará cinta até liberação médica.
  7. Banho será das partes não operadas, evitando molhar os curativos. Normalmente após a retirada dos curativos, você é liberado(a) para o banho, mas deve seguir orientações médicas sobre como cuidar da região operada.
  8. É normal ocorrer tontura ao tirar a cinta para tomar banho. Por isso, é bom ter um banquinho à disposição no banheiro e, de preferência, ter alguém para auxiliar você.
  9. É preciso andar com o tronco levemente curvado para a frente por 10 a 15 dias, sob risco de romper os pontos e distender a cicatriz.
  10. A drenagem linfática, após liberação médica, será importante aliada na sua recuperação.
  11. Não conduzir veículo até liberação médica.

Mais informações serão disponibilizadas de forma individualizada aos pacientes que se decidirem por realizar o procedimento no contexto dos preparativos pré-cirúrgicos.

Abdominoplastia – Perguntas mais frequentes

InShot (3)

  1. Vou emagrecer quantos quilos com a plástica abdominal?
    R: Devido à retirada de pele e gordura, evidentemente haverá sim uma redução no peso corporal. Mas a forma e as proporções devem ser o principal foco.
  2. Que tipo de anestesia é utilizado para esta operação?
    R: Anestesia geral ou Peridural, até mesmo a anestesia local sob sedação, pode ser utilizada em casos especiais.
  3. Em quanto tempo atingirei o resultado definitivo?
    R: Não se deve considerar como definitivo qualquer resultado antes de 12 a 18 meses pós-operatórios, variando de pessoa para pessoa.

  4. Qual a evolução pós-operatória?
    R:
    O resultado final envolve a evolução cicatricial, a evolução da forma da região operada, sensibilidade, consistência, etc. Em caso de pacientes muito obesos(as), poderá ocorrer, após o 8º dia, a eliminação de certa quantidade de líquido amarelado ou sanguinolento, chamado seroma, por um ou mais pontos de cicatriz. Não se preocupe, porque, se isto lhe ocorrer, não significa complicação.
  5. A gravidez posterior à cirurgia altera o resultado?
    R: O seu ginecologista lhe orientará melhor sobre a conveniência da nova gravidez. Quanto ao resultado, não se pode prever. O resultado poderá ser preservado desde que, na nova gestação, seu peso seja controlado. É aconselhável, no entanto, que se tenha a prole já definida antes da plástica abdominal.

Mais informações serão disponibilizadas de forma individualizada aos pacientes que se decidirem por realizar o procedimento no contexto dos preparativos pré-cirúrgicos.

Abdominoplastia x Mini-Abdominoplastia x Lipo de Abdome

A plástica de abdome está entre as cirurgias plásticas mais procuradas. Oscilações de peso, hereditariedade, gestações, o próprio envelhecimento natural entre outros podem ocasionar alterações estéticas e funcionais no abdome, pois a elasticidade da pele tem limite. Tanto homens quanto mulheres podem ter indicação para esta cirurgia.

Distensões da região abdominal podem levar não só a um excesso de pele na parte inferior do abdome como também uma diástase, na qual os feixes direito e esquerdo do músculo reto abdominal se afastam (vide imagem). Queixas como dor abdominal, alteração do ritmo intestinal e assaduras na região podem acompanha o quadro clínico.

InShot (2)

Numa consulta médica, o cirurgião plástico avalia entre outros critérios: grau de elasticidade da pele, nível de distensão abdominal, quantidade de pele excedente., volume de gordura subcutânea.

Se seu caso for apenas de gordura localizada com boa elasticidade da pele, a lipoaspiração de abdome pode tratar bem o seu problema. Se, adicionalmente, você apresentar pequeno excesso de pele, a mini-abdominoplastia trará resultados mais satisfatórios. Em casos de maior excesso de pele além de complicações adicionais (como por ex., a mencionada diástase), uma abdominoplastia completa será necessária para garantir um bom resultado.

Cada caso é um caso, que passa forçosamente pela avaliação individual, que vai além das fotos, já que, pessoalmente, a palpação da região também traz importantes informações.

Gordura Visceral x Gordura Abdominal

InShot (1)

A expectativa de quem busca uma avaliação de procedimento cirúrgico para reduzir a barriga (abdominoplastia, lipo de abdome) é quase sempre alcançar uma barriga “chapada”. Mas, para isso, é importante entender até onde vão as possibilidades de intervenções estéticas.

Existem basicamente 2 tipos de gordura: a subcutânea e a visceral.

A gordura localizada ou gordura subcutânea fica logo abaixo da pele, encobrindo a musculatura e, com isso, prejudicando a definição dos contornos corporais. É facilmente identificada como aquela gordurinha mole, principalmente na região abdominal e nos “pneuzinhos” (culote). As células de gordura são menores, têm mais facilidade de se multiplicar e são difíceis de perder, mas menos danosas à saúde.
Intervenções estéticas – quer cirúrgicas (lipoaspiração, abdominoplastia) quer não-cirúrgicas (por ex. criolipólise, ultrassom de alta potência, radiofrequência, lipocavitação) – são eficazes no tratamento deste tipo de gordura.

A gordura visceral ou gordura interna, localizada na região abdominal próxima aos órgãos vitais, popularmente conhecida por “barriga de cerveja”, de aparência “dura”, não pode ser tratada por intervenções estéticas. Ela é a mais preocupante para a saúde, envolvendo problemas como hipertensão, diabetes, colesterol e triglicerídeos elevados etc.. A gordura visceral também reduz a adiponectina (hormônio essencial para a queima de gordura), ou seja, você entra num círculo vicioso: quanto mais gordura visceral, maior sua tendência a engordar ainda mais.
Alimentos de alto índice glicêmico, aqueles que liberam glicose rapidamente no sangue (farinha branca refinada, arroz branco, pão, macarrão, açúcar e doces em geral), geram uma “enxurrada” de insulina no sangue. Esse excesso leva o organismo a transformar rapidamente açúcar em gordura, além de aumentar fome. Também as gorduras trans (biscoito recheado, pipoca de micro-ondas, bolo industrializado), gordura saturada em excesso (carnes gordas, pele de frango, salame, linguiça, manteiga, bacon) aumentam a gordura visceral.
Há evidências de que os homens tendem a ter mais gordura visceral do que as mulheres. Mas, as mulheres, após atingirem a menopausa, sem estar mais protegidas pelo hormônio feminino, também começam a desenvolver mais gordura visceral.
A gordura visceral não tem como ser tratada por meio de intervenções estéticas, quer cirúrgica quer não-cirúrgicas. Para reduzir a gordura visceral somente através de atividade física e reeducação alimentar. Importante ter a orientação correta de um orientador físico e um nutricionista. Também não se automedique. O acompanhamento médico em casos mais pronunciados, que demandam complementação com medicação, é indispensável.

 

Fontes: http://www.dicasdetreino.com.br/gordura-subcutanea-e-gordura-visceral/; http://versaosaude.blogspot.com.br/2013/09/nem-toda-gordura-abdominal-e-igual.html