Flancos / pneuzinhos – O que homens e mulheres têm em comum?…

Post 11-05-16

Ontem falamos das diferenças entre homens e mulheres quanto à distribuição da gordura localizada.

Mas aquelas pregas de gordura nas laterais do tronco (na linguagem técnica os flancos, na linguagem popular os famosos “pneuzinhos”) que ficam mais evidentes quando vestimos uma calça mais justa, geram muito desconforto tanto para mulheres quanto homens. E esta gordura localizada é difícil de ser mobilizada com reeducação alimentar e atividade física.

A boa notícia é que esta área é uma das melhores para o cirurgião plástico trabalhar numa lipoaspiração, alcançando ótimos resultados, definindo o contorno da cintura e desenhando a transição do tronco para a região glútea, ou seja, o bumbum.

Vale ressaltar que, como em qualquer outro procedimento cirúrgico, a cooperação do paciente no pós-cirúrgico faz toda diferença! Inchaços (edemas) e manchas roxas (hematomas) são sintomas transitórios comuns em uma lipoaspiração. Você precisa seguir as orientações médicas à risca, tomando a medicação prescrita de forma correta, respeitando orientações e restrições passadas quanto à sua alimentação e rotina de atividades, e, sempre que indicado, seguir um programa de tratamentos de apoio como drenagem linfática ou outras intervenções fisioterápicas pós-operatórias. Só assim você realmente fará valer o esforço de se submeter a uma cirurgia!  😉

Gordura localizada no homem e na mulher

Post 10-05-16

Devido à constelação hormonal, homens e mulheres engordam de forma diferente.

Gordura tipo androide

Sob influência da testosterona, homens têm mais tendência a acumular gordura nas partes centrais e superiores do corpo, sobre o abdômen e o tórax. Devido à forma, esse tipo também é conhecido por “maçã”. Esse tipo de acúmulo de gordura é considerado perigoso, por estar associado ao aumento do risco de colesterol e triglicérides altos, hipertensão arterial, diabetes, aterosclerose e doenças do coração.

Gordura tipo ginoide

O acúmulo de gordura em mulheres, afetado pelo estrogênio, assume o formato de “pêra”, concentrando-se nas nádegas, coxas e quadris. Um excesso de peso ou mesmo a obesidade deste tipo é menos perigoso para a saúde do que o tipo androide. No entanto, o excesso de peso segue representando uma sobrecarga para os ossos e articulações, além de outros problemas.

De acordo com algumas teorias, o segredo para perder peso nas partes específicas para cada tipo físico, seria calibrar a alimentação com base nos picos hormonais ao longo do dia. Um exemplo é a proposta COM (dieta CronOrMorfo), projetada pelo Dr. Massimo Spattini, que faz uma abordagem integrada, levando em consideração a cronobiologia dos hormônios e a morfologia dos seres humanos. “Nascemos como somos, e nos tornamos aquilo que comemos, como nos movemos e como pensamos!”, diz o doutor Spattini. A influência que os hormônios sexuais têm na distribuição da gordura pode, em parte, ser controlada e modificada através da escolha de alimentos em termos de qualidade, quantidade e cronologia.

MULHER: a sugestão é a distribuição de refeições, ingerindo-se carboidratos mais na primeira parte do dia e proteínas principalmente à noite. Refeições devem sempre ser associadas ao consumo de frutas e verduras, pois estes alimentos são alcalinizantes, ou seja, favorecem a eliminação de líquidos excedentes, que nas mulheres tendem a se localizar na parte inferior do corpo.

HOMEM: a sugestão é exatamente o oposto – na primeira parte do dia (café da manhã e almoço) consumir proteínas, e à noite carboidratos. Isto porque a concentração de gordura na parte central do corpo se dá por causa da testosterona e do cortisol, hormônios considerados de ritmo circadiano, ou seja, tem sua concentração mais alta na parte da manhã e vai diminuindo no decurso do dia.

Estas são, naturalmente, informações básicas de um discurso muito mais complexo. Cada caso tem suas especificidades e deve ser avaliado detalhadamente.

A lipoaspiração pode tratar de forma localizada esses acúmulos de gordura, mas só a mudança consistente de hábitos permitirá que você mantenha os bons resultados da cirurgia a médio/longo prazo.

Fontes: https://www.greenme.com.br/alimentar-se/alimentacao/1000-e-possivel-perder-gordura-somente-nas-partes-que-queremos; https://ideianutri.com/2015/06/07/distribuicao-de-gordura-corporal-corpo-em-for/

Abdominoplastia x Mini-Abdominoplastia x Lipo de Abdome

A plástica de abdome está entre as cirurgias plásticas mais procuradas. Oscilações de peso, hereditariedade, gestações, o próprio envelhecimento natural entre outros podem ocasionar alterações estéticas e funcionais no abdome, pois a elasticidade da pele tem limite. Tanto homens quanto mulheres podem ter indicação para esta cirurgia.

Distensões da região abdominal podem levar não só a um excesso de pele na parte inferior do abdome como também uma diástase, na qual os feixes direito e esquerdo do músculo reto abdominal se afastam (vide imagem). Queixas como dor abdominal, alteração do ritmo intestinal e assaduras na região podem acompanha o quadro clínico.

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Numa consulta médica, o cirurgião plástico avalia entre outros critérios: grau de elasticidade da pele, nível de distensão abdominal, quantidade de pele excedente., volume de gordura subcutânea.

Se seu caso for apenas de gordura localizada com boa elasticidade da pele, a lipoaspiração de abdome pode tratar bem o seu problema. Se, adicionalmente, você apresentar pequeno excesso de pele, a mini-abdominoplastia trará resultados mais satisfatórios. Em casos de maior excesso de pele além de complicações adicionais (como por ex., a mencionada diástase), uma abdominoplastia completa será necessária para garantir um bom resultado.

Cada caso é um caso, que passa forçosamente pela avaliação individual, que vai além das fotos, já que, pessoalmente, a palpação da região também traz importantes informações.

Gordura Visceral x Gordura Abdominal

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A expectativa de quem busca uma avaliação de procedimento cirúrgico para reduzir a barriga (abdominoplastia, lipo de abdome) é quase sempre alcançar uma barriga “chapada”. Mas, para isso, é importante entender até onde vão as possibilidades de intervenções estéticas.

Existem basicamente 2 tipos de gordura: a subcutânea e a visceral.

A gordura localizada ou gordura subcutânea fica logo abaixo da pele, encobrindo a musculatura e, com isso, prejudicando a definição dos contornos corporais. É facilmente identificada como aquela gordurinha mole, principalmente na região abdominal e nos “pneuzinhos” (culote). As células de gordura são menores, têm mais facilidade de se multiplicar e são difíceis de perder, mas menos danosas à saúde.
Intervenções estéticas – quer cirúrgicas (lipoaspiração, abdominoplastia) quer não-cirúrgicas (por ex. criolipólise, ultrassom de alta potência, radiofrequência, lipocavitação) – são eficazes no tratamento deste tipo de gordura.

A gordura visceral ou gordura interna, localizada na região abdominal próxima aos órgãos vitais, popularmente conhecida por “barriga de cerveja”, de aparência “dura”, não pode ser tratada por intervenções estéticas. Ela é a mais preocupante para a saúde, envolvendo problemas como hipertensão, diabetes, colesterol e triglicerídeos elevados etc.. A gordura visceral também reduz a adiponectina (hormônio essencial para a queima de gordura), ou seja, você entra num círculo vicioso: quanto mais gordura visceral, maior sua tendência a engordar ainda mais.
Alimentos de alto índice glicêmico, aqueles que liberam glicose rapidamente no sangue (farinha branca refinada, arroz branco, pão, macarrão, açúcar e doces em geral), geram uma “enxurrada” de insulina no sangue. Esse excesso leva o organismo a transformar rapidamente açúcar em gordura, além de aumentar fome. Também as gorduras trans (biscoito recheado, pipoca de micro-ondas, bolo industrializado), gordura saturada em excesso (carnes gordas, pele de frango, salame, linguiça, manteiga, bacon) aumentam a gordura visceral.
Há evidências de que os homens tendem a ter mais gordura visceral do que as mulheres. Mas, as mulheres, após atingirem a menopausa, sem estar mais protegidas pelo hormônio feminino, também começam a desenvolver mais gordura visceral.
A gordura visceral não tem como ser tratada por meio de intervenções estéticas, quer cirúrgica quer não-cirúrgicas. Para reduzir a gordura visceral somente através de atividade física e reeducação alimentar. Importante ter a orientação correta de um orientador físico e um nutricionista. Também não se automedique. O acompanhamento médico em casos mais pronunciados, que demandam complementação com medicação, é indispensável.

 

Fontes: http://www.dicasdetreino.com.br/gordura-subcutanea-e-gordura-visceral/; http://versaosaude.blogspot.com.br/2013/09/nem-toda-gordura-abdominal-e-igual.html